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Resenha:
O tema do matrimônio sempre foi alvo das mais difíceis
controvérsias, pois nele se entrelaçam os aspectos centrais da vida:
a liberdade pessoal e a doação de si mesmo, o impulso sexual como satisfação
egoísta e a abertura para a paternidade, o direito à felicidade pessoal
e os compromissos definitivos do vínculo conjugal. Hoje em dia, nos
ambientes da sociedade permissiva – às vezes rotulada de “progressiva”
pelos meios de comunicação –, vêm ganhando corpo os preconceitos acerca
da fidelidade e da entrega de si próprias do casamento, chegando-se
a encarar o divórcio como solução “libertadora”. Nestas páginas, Cormac
Burke, autor do caderno Somos livres?, deslinda com inesgotável bom
senso e suave ironia os principais mal-entendidos que podem reinar nessas
mentes ``modernas''. Mostra as principais leis de vida que fazem do
casamento um caminho de felicidade, não desprovido de espinhos, mas
plenamente realizador quando bem vivido. Percebe-se assim como são importantes
as exigências centrais – a indissolubilidade, a unidade e a fecundidade
– do vínculo matrimonial, e até que ponto são conaturais ao amor entre
os sexos, se se quer que este desabroche em plenitude e conduza à realização.
O autor ajuda também aqueles que porventura enfrentem uma crise conjugal
a recapacitar e a enfrentar com realismo as dificuldades, de forma a
resgatar o amor verdadeiro, deixando de lado ilusões e idealismos que
possam ter-se infiltrado na fase romântica. Percebe-se assim que a fidelidade
e a abertura de si mesmo aos outros constituem sempre a rocha sólida
em que é necessário apoiar-se: é o paradoxo de sempre, de que é necessário
perder a alma a fim de salvá-la Cormac Burke nasceu em Sligo, na Irlanda,
em 1927. Formou-se em Direito e doutorou-se em Direito Canônico, ordenando-se
sacerdote em 1955. De lá para cá, conjugou a atividade sacerdotal com
a tarefa de professor universitário: foi professor da Universidade Católica
da América, nos Estados Unidos, da Universidade de Dublin, na Irlanda,
e lecionou Teologia Moral e Direito Canônico no Seminário São Tomás
de Aquino de Nairobi, no Quênia. Desde 1986, é Juiz da Rota Romana,
o Supremo Tribunal da Igreja, em Roma.
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